5 lições de casa para enfrentar a crise

É o momento de se mostrar, investir em campanhas de marketing e de adequar produtos/serviços às necessidades que o mercado exige

A crise política continuará alimentando o desequilíbrio dos principais indicadores macroeconômicos: taxa de inflação maior que a desejada, juros altos, economia com viés de recessão, desemprego crescente e taxa de câmbio muito instável.

Este cenário vem impactando dois importantes personagens econômicos: os investidores, menos confiantes no nosso país e voltando a puxar o freio de mão; e os consumidores com “poder de compra” diminuído, selecionando melhor seus gastos para não viver na inadimplência.

Com menos investimento e menor índice de consumo, a crise se estende e persistirá pelo menos em grande parte do ano de 2017. Nossa economia terá de passar por um macro ajuste para sanar as sequelas de uma série de decisões temerárias embaladas por um faz de conta hediondo.

O “remédio” que curará nosso país é amargo e cada um de nós terá de fazer nossa parte nesse “tratamento”. Então, seja você dono de uma empresa, funcionário contratado ou profissional que trabalha por “conta própria”, vale a pena focar em cinco atitudes capazes de definir seu sucesso ou fracasso neste novo ciclo desafiador:

1Esteja mais próximo do que nunca dos seus clientes – Esta não é a hora de cortar verba de publicidade e se afastar da mente dos clientes. É o momento de se mostrar, investir em campanhas de marketing e de adequar produtos/serviços às necessidades que o mercado exige. É necessário evitar ao máximo reduzir as equipes de vendas ou vetar despesas com viagens ou visitas à clientes. Quem não estiver junto dos clientes, arrisca-se a ser esquecido.

2 – Mobilize as pessoas – Um erro muito comum em tempos de crises é diminuir a verba de treinamento. Este sim é um belo tiro no pé. Capacite as pessoas que trabalham na sua empresa ou equipe, ofereça um verdadeiro significado para que todos atuem de forma mais propositiva e comprometa-os com os desafios da empresa. E lembre-se sempre: as pessoas compõem o “motor” de uma empresa. Se elas não estiverem satisfeitas, não sairemos do lugar.

3 – Faça uma redução inteligente de custos e busque mais eficiência operacional – Dê especial atenção à estrutura de custos da empresa. O custo da improdutividade, da perda de tempo, das reuniões desnecessárias, das visitas improdutivas, da falta de agilidade, da duplicidade de tarefas e da falta de foco é muito mais alto do que se imagina.

Num momento em que os custos do nosso país estão elevadíssimos, temos de fazer mais por menos e não apenas cortar pessoas. Não podemos ser complacentes com esses custos só porque eles não habitam as planilhas financeiras e parecem invisíveis – mesmo que para extingui-los seja necessário “readequar” a cultura organizacional.

4 – Reinvente produtos e serviços – Já que não podemos aumentar os preços do que ofertamos na mesma proporção que crescem os custos da nossa economia, a alternativa é inovar para que a margem de lucro não diminua. Ouça o que o cliente tem a dizer, pratique a cocriação e agregue novos valores aos que a empresa oferece.

Inove processos e sistemas em áreas como, por exemplo, estoque e compras. Não veja a crise como algo unicamente negativo, pense “fora da caixa” e aproveite todas as oportunidades.

5 – Caixa, Caixa, Caixa – Mais importante que faturamento ou rentabilidade, é o momento de manter o fluxo de caixa no “azul”. Evite estoques desnecessários, compras postergáveis e seja eficaz em cobrar suas faturas, dê desconto e, para pagar suas contas, negocie descontos.

Mais importante que faturamento ou rentabilidade é garantir o fluxo de caixa positivo e isso exige “mão de ferro”.
O caminho para superarmos este novo ciclo não é optarmos pelo muro das lamentações ou procurarmos bodes expiatórios. Temos de entender a realidade que nos envolve, superar os ajustes inevitáveis e manter nossas empresas acesas.

Não é o momento de sermos pessimistas nem tampouco otimistas. É a hora de nos mantermos bem informados, adotarmos uma série de precauções (como as que sugeri acima) e continuarmos sonhando com negócios inéditos e com o futuro do nosso país, mas com os pés muito bem fincados no chão. Pense não apenas no amanhã. Mas também no “Depois de Amanhã”.

É o momento de assumirmos as rédeas do nosso destino e seguirmos em frente com foco, determinação e perseverança. E acredite: para sair dessa, não basta acreditar. Teremos de suar a camisa e fazer vários sacrifícios. Comece hoje para ter direito ao Depois de Amanhã!

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